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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Somos irmãos

José Wellington Bezerra da Costa

João era um apóstolo que não se contentava em estar somente perto de Jesus, mas havia ocasiões em que ele se reclinava à altura do peito de Jesus para um contato mais afetuoso. Ele demonstrava profundo desejo de estar bem perto do coração do Mestre. Não foi por acaso que ficou conhecido como o apóstolo do amor.

Este homem recebeu de Deus a graça para anunciar ao mundo a visão apocalíptica. E por causa do seu testemunho o imperador Domiciano o deportou para a Ilha de Patmos, pensando que a solidão do desterro silenciaria para sempre a sua voz. Por causa da excelência das revelações, é possível que João fosse tratado como um ser sobrenatural por alguns ou, talvez, em função do seu desterro fosse ele desconsiderado por outros. Por essa razão, João escreveu: "Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo" - Apocalipse 1.9.

E o que é um irmão? O irmão legítimo é filho do mesmo pai e da mesma mãe, é aquele que é criado no mesmo ambiente, desfrutando o cuidado e o aconchego de um lar. Irmão é aquele que traz no seu próprio ser alguns traços biológicos dos pais e corre na sua própria veia o sangue do seu irmão.

No recôndito do seu coração ele tem um lugar reservado para o seu irmão. Mesmo discordando de alguma coisa, mas, quando necessário se faz, aquele amor emerge em defesa do irmão.

Por ser irmão, ele ama; reparte o que Deus lhe deu com se irmão, cuida dos interesses do irmão e, é capaz até de fazer sacrifício ao irmão necessitado. João dizia na sua carta que ele pertencia a mesma família, que tinha como pai o mesmo Senhor, que havia recebido do mesmo Espírito, da mesma Palavra, do mesmo convívio, e que esta formação o identificava como irmão.

Tenho viajado por vários países e, onde chego, sou recebido com muito afeto, como se já conhecesse aquelas pessoas há muitos anos. Mas, por sermos da mesma origem espiritual, em Cristo Jesus, sou recebido como membro da família, como um irmão que chegou da viagem, porque a distância não descaracteriza o amor.

Entendo que quando Paulo falou a respeito da família de Deus (Efésios 2.19), de que não somos mais estrangeiros, ele falava também do mesmo Pai (versículo 18) e do verdadeiro amor que deve existir entre nós, irmãos.

Somos irmãos, ainda que de origens, naturalidades ou cultura diferentes mas, em Jesus, nos tornamos parte dessa família, nos tornamos membros do corpo de Cristo, a Igreja. Ainda que haja a hierarquia ministerial, somos irmãos. Quantas vezes sofremos, choramos, e clamamos ao Senhor ao tomar conhecimento de problemas graves que nossos irmãos enfrentam.

Nós somos os irmãos da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. Como presidente nunca deixei de ser irmão de todos aqueles que professam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo e que têm sobre si a responsabilidade de liderar o trabalho do Senhor. Deus tem feito aumentar a cada dia este amor fraterno e a cada dia procuro me identificar ainda mais com esses irmãos.

Mensageiro da Paz, ano LXVIII, nº 1334, maio de 1998, página 6, coluna Palava do Presidente da CGADB

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